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Comecei a carregar a Toy no dia pela manhã... não imaginava
que seria tanta coisa assim.
Primeiro dia fomos até Foz do Iguaçú sem parar, a não ser almoçar e abastecer.
Em 11 horas chegamos ao hotel.
No dia
seguinte encontramos com a Mi(minha prima) e fomos visitar as cataratas e a
usina de Itaipu. Uma maravilha feita pelo homem e outra pela natureza
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No final do dia entramos na Argentina e andamos somente uns 150
km. Já era noite e precisávamos encontrar algum lugar pra dormir.
Achamos um hotel bem simples, mas confortável em Puerto Rico e lá
descansamos.
Depois o objetivo era chegar até Cafayate, uma cidade de vinícolas situada no
norte da Argentina. Até chegar lá demoramos uns 3 dias.
Passamos por Posadas, Corrientes, Amaicha del Valle e por muitos outros
povoados pequenos na estrada.
Foi divertido parar num posto de gasolina exatamente no período que a Seleção
Argentina perdia para o Urugay(acho) e eu tive que abastecer o carro e entrar
para pagar. Além do atendimento... bom, não houve atendimento. Dia de ligar
pra casa avisar que estava tudo bem.
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Chegamos em Cafayate pouco depois da hora do almoço e demos um
giro por lá. Uma cidade pequena, mas muito legal, com bons restaurantes e
umas 20 vinícolas.
O dia seguinte foi somente de visitação a todas que podíamos para degustação
e compra de lembranças.
A que mais gostamos foi a “Finca de las nubes” que ainda produz vinho em
pouca quantidade e muito artesanalmente, para mim foi inclusive o melhor
vinho de lá. Recomendo o Torrontês. É muito bom!
Ficamos por ali uns 2 dias mais. Até conhecemos um brasileiro que mora lá e
faz expedições com turistas em sua Hilux nova. Gente boa e nos deu várias
dicas até a chegada no Chile..
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A Saida
de Cafayate tinha que ser feita cedo para poder chegar em San Antonio de los
cobres ainda durante o dia.
São aprox. 450 km que deveriam ser percorridos durante esse dia. Todo em
terra, chegando próximo dos 5000 mts de altitude. Posso falar que essa
estrada foi a mais bonita que passamos. Andamos muito tempo por um vale,
cruzando varias vezes o mesmo rio(ainda bem que tínhamos a Toy) muitas vezes
congelado. Na nossa parada em Cachi, metade do caminho, avisaram-nos que não deveríamos
demorar para sair e que a estrada era deserta e muito desolada. Recomendou
que marcássemos quaisquer pontos, seja ele casa, um abrigo, qualquer coisa
para o caso de algum problema. “Lá não tem muito tráfego”, nos disse o
sujeito. Realmente nos 200 km faltante cruzamos com uma camionete e um
caminhão quebrado. Só.
Chegamos no fim do dia em San Antonio e a 3800 mts dormimos até que bem, num
bom hotel que tem por lá.
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Dia
seguinte, objetivo: Chile por a fronteira chamada Paso SICO. Uma estrada
desolada, desértica e muito fria. Quando passamos pela aduana argentina,
antes de chegar ao Chile notei que a linha superior a que estava assinando
minha passagem datava de 7 dias atrás. Quer dizer que ninguém passou aqui
durante uma semana? Sim respondeu o guarda. Caramba! Bom, vamos nessa! Já estamos
aqui mesmo!
Chegamos em San Pedro Atacama no fim do dia. Uma povoado todo com chão de terra,
uma estrutura razoável, bons restaurantes, mas nosso Real é bem desvalorizado
em relação aos pesos chilenos.
Por ali conhecemos as atrações principais. Valle de la Luna, de la Muerte, Geisers
del Tatio, Salar de Atacama... nos disseram que o Chile vende a Bolivia, isto
é, os melhores passeios são na Bolivia. Realmente. Ainda bem que ficamos por
lá só 3 dias. Partimos logo cedo para Bolivia. No momento de carimbar os
passaportes, a aduana pediu o documento de entrada do carro. Não tínhamos! Pensei
que no momento que passamos na imigração, lá no meio do nada não fosse nada
necessário(na argentina não foi). Bom, estávamos ilegais no Chile. O agente
olhou pra minha cara e disse “Bom, boa viagem, mas saibam que estavam ilegais
aqui.”
Tchau! Saímos dali imediatamente!
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Entramos
na Bolívia. Um pais sem estradas como as que estamos acostumadas, com muita
miséria, mas um povo extremamente bacana e uma natureza impressionante que aqui
jamais veríamos.
É comum, atravessar o Atacama Boliviano seguindo alguns guias de lá que pegam
turistas vindo de San Pedro até o Uyuni. Para nossa segurança, uma vez que lá
sim não haveria estrutura alguma(posto de gasolina só em 400km) resolvemos
seguir um carro de lá.
Omar era nosso “Guia” gente boníssima! Nos explicava tudo por lá.
Nossa preocupação era onde dormir, pois o refúgio que pesquisamos era somente
paredes com um teto e sem banheiro nem nada! Foi uma maravilhosa surpresa
encontrar um pouco mais que isso, mas não muito. Tivemos que cobrir a toy com
lona a noite, pois o diesel pode ficar pastoso, até congelar devido ao frio. Naquela
noite os termômetros indicaram -25º C. é muito frio! Dentro de lá foram 6
cobertas + 2 calças blusas e gorros para passar a noite... não foi fácil, mas
sobrevivemos.
No dia seguinte, fomos conhecer a lagoa Colorada. Uma lagoa Vermelha, muito
bonita. Em seguida, passamos por outras 4 lagoas, Honda, Hedionda e outras
que não lembro o nome.
No final do dia, cruzamos o Salar de Tiguana. Nesse salar num dado momento o
guia parou, veio até mim e disse: - quando acender o pisca alerta, acelere o máximo
que puder, pois é um atoleiro e não tem fundo. Se ficar ali ficou!.
Ordem dada, ordem executada, o pisca dele acendia entravamos no atoleiro de
lama com sal a uns 70km/h e saía de lá nuns 20km/h tamanha extensão e
densidade. Guincho ali não adiantaria nada. Onde ancorá-lo? Chegamos são e
salvo em San Juan, onde pude comprar diesel de um dono de caminhão que havia
ido a cidade abastecê-lo e tinha 40 litros para me vender. Em San Juan não há
posto de gasolina e o próximo estaria a Uyuni, 200 km de lá.
Durante a noite ficamos hospedado num hotel feito de sal. Batemos papo com os
motoristas de lá e pudemos conhecer um pouco mais da cultura boliviana. Ficamos
por lá comendo uns petiscos e bebendo cerveja de Quinua, bebida somente
encontrada lá.
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Chegamos no Salar de Uyuni. É algo fantástico, lindo e
extremamente branco e plano!
Uyuni é o maior salar do mundo. Possui algo em torno de 8300 km² e fica a
3600 mts de altitude. Objetivo da viagem cumprido! Até agora nenhum problema,
o carro respondendo perfeitamente, mesmo na altitude. Hora de voltar pra
casa!
Saimos de Uyuni e em 5 dias estávamos novamente em casa.
Na volta passamos por Salta na Argentina, passando pela famosa quebrada de
Humauaca e seus morros multicoloridos, muito bonito, mas não á mais nada a
ver por ali. A Quebrada(estrada sinuosa) é bonita, mas nada que se compare
com as Bolivianas e a próxima de Cafayate, mas são bonitas também. Depois
seguimos por um caminho mais rápido, pelo Chaco argentino. Paramos em Foz
mais uma vez para umas comprinhas no Paraguay e logo estávamos em casa.
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O carro.
O veículo
utilizado foi uma Toyota Bandeirantes ano 1991 equipada com:
- 2
estepes
- 2
tanques extras de combustível
-
GPS
- Água
reserva(galão de 20lts)
-
Guincho Mecânico
- Muitas
ferramentas
-
Peças reservas(amortecedor, mangueira radiador, mangueira combustível,
lâmpadas de farol e lanterna, abraçadeiras, óleos para todos os componentes,
graxa
com aplicador e mais algumas coisas)
-
cinta de reboque
-
cabo de aço
-
farol de milha + suportes extras
-
Pá para cavar
-
Manilhas extras
-
Inversor 12v/110v
-
Lonas
-
Cintas de amarração extras
-
Filtro de ar sobressalente
-
Compressor 12v
Os ocupantes
estavam equipados com:
-
Roupa de frio extremo
- muita
amendoim Mendorato e queijo Polenghinho e Miojo.
- água
em garrafas pequenas
-
kit de primeiros socorros
- 2
lanternas
- 3
câmeras fotográficas
-
Notebook(para falar com a família, atualizar mapas e baixar fotos)
- Barracas
(não utilizadas)
-
Sacos de dormir
- Aquecedor
de água para fazer chá/café.
- Garrafas
térmicas
O
que faltou:
- tempo para poder aproveitar mais
-
espaço para trazer mais vinhos e souvenires