TOYOTA BANDEIRANTE - UM MITO
Instalado no Bairro do Ipiranga, em 23 de janeiro de 1958, o primeiro escritório da montadora japonesa TOYOTA no Brasil. Começa aí uma história de glória e fascínio, que arrebatou gerações de fãs no mundo todo. Não demorou muito, deu início a montagem dos primeiros veículos importados denominados Land Cruiser Série 50, com um potente motor de 6 cilindros 4.0 e 110 CV a 2.000 r.p.m. à gasolina, e que posteriormente passaria a chamar Bandeirante. Inicialmente destinado ao campo e ao trabalho, era o veículo ideal em um país no qual o asfalto era raro. Com a aparência e qualidades espartanas, como seu concorrente o Jeep Willys americano, seu sucesso era evidente.

Em São Bernardo do Campo S.P., no ano de 1962, (na primeira unidade industrial da marca fora do Japão) teve início a fabricação dos primeiros Bandeirantes, em linha de montagem no território nacional, substituindo a antigo motor à gasolina pelo 4 cilindros diesel da Mercedes com aquecedor a maçarico (OM 326).

O sucesso e a confiabilidade do modelo foi tão grande, que por quase duas décadas não houve alterações, quando em 1979 foi aumentado o diâmetro da coroa do diferencial, de 9,25 para 9,50 polegadas em todos os modelos. Um ano depois, as alterações foram mais substanciais atingindo o sistema de freios, embreagem, direção e outros detalhes do veículo. O câmbio sincronizado chegou em 1981, um grande avanço tecnológico para um projeto de 30 anos. Em 1983, foi lançada a pick-up cabine dupla (2BL). Dois anos mais tarde a mudança no painel de instrumentos, novo velocímetro e marcador de combustível, voltímetro e marcador de pressão do óleo, bem como o tacômetro e o acendedor de cigarros foram introduzidos.

No ano de 1987, novas mudanças no sistema mecânico, a panela de freio cresceu de 7 para 9 polegadas, além da direção hidráulica opcional. Mas a modificação mais importante foi em 89, com a substituição do antigo motor OM 314, (608) pelo OM 364 Mercedez (709), além do novo sistema de escapamento e filtro de ar seco e nova frente com faróis quadrados e grades de plástico. Somente em 1993 chegou o câmbio de cinco marchas e o aumento das sapatas de freios dianteiros de 57 para 75 mm., barra estabilizadora, ventilação forçada e outras.

O ano seguinte foi o marco divisório, o novo propulsor de alta rotação, menos poluente e mais silencioso, o 14 B Toyota, chegou para ficar, mais elástico e com menos vibração, contando com 102 CV inicialmente, e posteriormente com a redução para 96 CV e 3.6 c.c., mais ecológico. Em 1996 a introdução dos freios a disco na dianteira, melhoraram o projeto de quatro décadas.

No ano de 1999, foi lançada uma série especial do Jipe Bandeirante, em comemoração as 100 mil unidade fabricadas no Brasil em 40 anos, o Bandeirante Sport, com capota conversível, portas de aço, na cor amarela, rodas e pneus especiais, um novo visual realmente.

Em novembro de 2001, foi montada em São Bernardo do Campo a última unidade do modelo, encerrando assim a fabricação desse VALENTE 4X4 no Brasil. Atendendo a políticas anti-poluentes aliados falta de novos projetos tecnológicos que atendessem a legislação mundial, além dos altos custos forçaram a montadora a encerrar a produção desse mito nos encanta até hoje.


Colaboração: Irivam Pelegrini