CAMUFLAGEM
A camuflagem antes de mais nada é um requisito de sobrevivência. O termo camuflagem vem de camoufler, palavra em francês que quer dizer "a véu cego" e seu objetivo é esconder, disfarçar ou tornar-se desapercebido, pessoas, objetos, veículos etc.

Logo após a 2ª Guerra Mundial, os exércitos dos países foram aos poucos adotando padrões camuflados em seus uniformes, deixando de lado o antigo uniforme monocromático verde ou cáqui. Cada país adotou um padrão de acordo com estudos e características locais, permitindo distinguir o Exército de qualquer outra coletividade e evitando a maior ou menor semelhança de seus uniformes com o de outras corporações. O uniforme camuflado nos exércitos, não é usado apenas para evitar detecção, mas também para identificação. O Brasil apenas nos anos 80, adotou o padrão 4º A-2, com três tons de verde e um marrom em suas tropas.

Nos dias atuais com o avanço tecnológico da indústria bélica, com equipamentos de visão noturna, infravermelho etc., têm levado ao desenvolvimento cada vez mais sofisticado de tecidos e cores, como a Camuflagem Digital, formado por desenhos descontínuos em forma de pixels, que dão noção de profundidade variável ou tridimensionalidade, dificultando a identificação dos contornos de uma pessoa.

4º A-2
(Brasil)
Flecktarn-Selva
(Alemanha)
TTSKO
(Rússia)
Cadpat-Digital
(Canadá)
Chocolatte-chip
(USA)
Desert
(USA)
Woodland
(USA)
Arpat-Digital
(USA)

Agora deixemos de lado os campos de batalha e as unidades militares dos quartéis, e voltemos ao mundo civil. Roupas camufladas com perfis militarizados, antes de ser uma questão de moda, é um estilo: o estilo Jipeiro. É comum de se ver por aí, grupos de pessoas vestidos como malucos, sujos de lama ou poeira, usando roupas camufladas a bordo de seus jipes, seja no meio do mato ou até em shopping centers. Parece haver uma identidade entre a maioria dos entusiastas do mundo off- road com a militaria, talvez pela própria origem do Jeep, criado para atender as necessidades militares.

Na indústria da moda, inclusive já se tem grifes voltada para esse setor, como por exemplo a do Jeep Clube de Brasil, e lojas Selva, além de sites especializados, como o www.madeinamerica.com.br . Importante mercado, ainda tímido, mas que promete muito.

Mulheres, crianças, até bebês e vovôs, como os motociclistas que adotaram o couro, assumiram o camuflado em seus trajes de trilha.